Sob o eco escuro das minhas memórias
Vejo escorrer o líquido impuro do agora
A vergonha do que eu sou aos olhos do senhor
Nem sempre estou no escuro, mas lembrar me causa dor
E cai em mim a imensidão
E eu não sei se vai mudar
Navego sem rumo
Encarando o vazio do eco escuro
Desperta o céu e o mundo
Ao encontrar o teu olhar
Sob o claro medo do meu desabafo
Dessa nossa verdade só me falta perceber
Será que eu sei sobreviver?
Navego sem rumo
Encarando o vazio do eco escuro
Desperta o céu e o mundo
Ao encontrar o teu olhar
(Trecho de 20 mil léguas submarinas)
É um imenso deserto
Onde o homem nunca está só
Pois sente a vida pulsar em todos os lados
A manifestação de uma existência sobrenatural
É nada além de emoção
É o infinito vivo
Como disse um de seus poetas
O globo começou, por assim dizer, com ele
E quem sabe se não terminará?
Não pertence aos déspotas
Em sua superfície os homens ainda podem impor leis injustas
Lutar, dilacerar uns aos outros
E serem levados pelos horrores
Mas a trinta pés abaixo de seu nível
Seu reinado cessa
A sua influência se apaga e seu poder desaparece
Ali não reconheço mestres!
Ali sou livre!