P.U.T.A (part. Juliana Strassacapa)

MULAMBA

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Renasci foi das cinzas das guerreirasRenacido fue de las cenizas de los guerreros

Pela mesma missão que me desfezPor la misma misión que me deshizo

Vê meu corpo no chão mais uma vezver mi cuerpo en el suelo una vez más

Reforçando o poder da terra santaFortaleciendo el poder de la tierra santa

Pois quem queima em seu solo depois plantaPara aquellos que arden en su suelo y luego siembran

Da lugar pra raiz vingar sua frutaDa lugar a la raíz para vengar tu fruto

Que a floresta e a mata tão na lutaQue el bosque y el bosque están tan en la lucha

Se curando na voz da bezenderaSanación en la voz de bezendera

Minhas vestes é mulambaMi ropa es mulamba

E as feiticeiras, são as mesmas que hoje chamam P.U.T. aY las brujas, son las mismas que hoy llaman PUTA

Ontem desci no ponto ao meio diaAyer bajé al mediodía al mediodía

Contramão me pareciaParecía en mi contra

Na cabeça a mesma rezaEn la cabeza las mismas oraciones

Deus, que não seja hoje o meu diaDios, que este no sea mi día hoy

Faço a prece e o passo apertaDigo la oración y el paso se aprieta

Meu corpo é minha pressaMi cuerpo es mi prisa

Ouviu-se um grito agudo engolido no centro da cidadeHubo un grito agudo tragado en el centro de la ciudad

E na periferia? Quantas? Quem?¿Y en la periferia? ¿Cuántos? ¿OMS?

O sangue derramado e o corpo no chãoSangre derramada y el cuerpo en el suelo

GuriaNiña

Por ser só mais uma guriaPorque soy solo otra chica

Quando a noite virar diaCuando la noche se convierte en día

Nem vai dar manchete (nem vai dar manchete)Tampoco encabezará (ni encabezará)

Amanhã a covardia vai ser só mais uma que mede, mete, e insultaMañana la cobardía será solo otra que mide, pone e insulta

Vai filho da putaVe hijo de puta

Painho quis de janta euPainho quería cenar yo

Tirou meus trapos, e ali mesmo me comeuMe quitó los trapos y me comió ahí mismo

De novo a pátria puta me traiuOtra vez la perra patria me traicionó

E eu sirvo de cadela no cioY sirvo de perra en celo

E eu corro (eu corro)Y corro (corro)

Pra onde eu não sei (pra onde eu não sei)Donde no se (donde no se)

Socorro (socorro)Ayuda ayuda)

Sou eu dessa vez (sou eu dessa vez)Soy yo esta vez (soy yo esta vez)

E eu corro (eu corro)Y corro (corro)

Pra onde eu não sei (pra onde eu não sei)Donde no se (donde no se)

Socorro (socorro)Ayuda ayuda)

Sou eu dessa vez (sou eu dessa vez)Soy yo esta vez (soy yo esta vez)

Hoje me peguei fugindoHoy me encontré huyendo

E era breu, o sol tinindoY era tono, el sol brillaba

Lá vai a marioneteAhí va la marioneta

Nada que hoje dê mancheteNada que sea noticia hoy

(E ainda se escuta)(Y todavía escuchas)

A roupa era curtaLa ropa era corta

Ela mereciaElla se lo merecía

O batom vermelhoEl labial rojo

Porte de vadiaTamaño de puta

Provoca o decoteCausa el escote

Fere fundo o corteDuele al fuerte

Morte lenta ao ventre forteMuerte lenta a vientre fuerte

Eu às vezes mudo o meu caminhoA veces cambio mi camino

Quando vejo que um homem vem em minha direçãoCuando veo a un hombre que viene hacia mi

Não sei se vem de rosa ou espinhoNo se si es de rosa o de espina

Se é um tapa ou carinhoYa sea una bofetada o un abrazo

O bendito ou agressãoEl bendito o la agresión

E se mudasse esse ponto de vistaY si ese punto de vista cambiara

E o falo fosse a vítimaY el falo fue la victima

O que o povo ia falar?¿Qué diría la gente?

Trocando, assim, o foco da históriaCambiando así el enfoque de la historia

Tirando do homem a glóriaTomando la gloria del hombre

De mandar nesse lugarPara gobernar este lugar

Socorro tô num mato sem cachorroEstoy en un arbusto sin un perro

Ou eu mato ou eu morroO mato o muero

E ninguém vai me julgarY nadie me juzgará

E foda-se se me rasgar a roupaY joder si me arrancas la ropa

Te arranco o pau com a bocaSaco el palo con la boca

E ainda dou pra tu chuparY todavía puedo chuparte

Pra ver como é severo o teu venenoPara ver que tan severo es tu veneno

Eu faço do mundo pequenoHago el mundo pequeño

E Deus permita me vingarY Dios me permita vengarme

E Deus permita me vingarY Dios me permita vengarme

E Deus permita me vingarY Dios me permita vengarme

E eu corroY yo corro

Pra onde eu não sei (pra onde eu não sei)Donde no se (donde no se)

SocorroAyuda

Sou eu dessa vezSoy yo esta vez

Morreu na contramão atrapalhando o sábadoMurió de forma incorrecta, interrumpiendo el sábado

(Pra onde eu não sei)(Donde no se)

Agonizou no meio do passeio públicoAgonizado en medio del paseo público

(Sou eu dessa vez, e eu corro)(Soy yo esta vez, y corro)

Morreu na contramão como se fosse máquinaMurió en sentido contrario como si fuera una máquina

(Pra onde eu não sei, socorro)(Donde no se, ayuda)

Seus olhos embotados de cimento e tráfegoSus ojos embotados por el cemento y el tráfico

(Sou eu dessa vez)(Soy yo esta vez)

Amou daquela vez como se fosse últimaMe encantó ese momento como si fuera el último

(Pra onde eu não sei, socorro)(Donde no se, ayuda)

Amou daquela vez como se fosse a máquinaMe encantó ese momento como si fuera la máquina

(Sou eu dessa vez)(Soy yo esta vez)